Royal Care relata a surpreendente melhora de José Roberto

Os hospitais de transição tem um papel fundamental nos cuidados dos pacientes que estão se recuperando da COVID-19. A cada dia somam-se as alegrias da equipe multiprofissional que acompanha a reabilitação dos pacientes que venceram a doença.

Passado a fase aguda do vírus, onde a estrutura de um hospital de alta complexidade não é mais necessária, chega o momento do paciente ser acompanhado e transferido para um hospital de transição, com o objetivo de intensificar os cuidados de reabilitação para retorno ao domicílio.

“O paciente de hoje, é mais um dos 4.526.975 casos registrado no Brasil de recuperados da COVID-19, mas se tornou especial, por ser importante para a família e para o Grupo Royal Care, que teve a possibilidade de participar e contribuir no processo de recuperação do Sr. José Roberto”, explica Gustavo Genelhu, diretor do hospital.

O contentamento e a necessidade de contar a história começou com uma foto de um paciente sentado na recepção da Royal Care como se fosse uma visita, mas, na verdade, o Sr. José já tinha passado por momentos de grandes dificuldades.

Ele estava internado na UTI de um grande hospital do Espírito Santo, em grave estado geral, emagrecido com necessidade de ventilação mecânica, lesão de pele na região sacral. Chegou a precisar fazer uma traqueostomia, devido ao tempo de internação.

“Nesse momento, em que ele ainda precisava do suporte da alta complexidade iniciou-se o processo de transição em que a equipe multiprofissional do Grupo Royal Care começou o planejamento e acompanhamento em conjunto com a equipe médica, isso ocorreu no dia 18/07/2020”, conta o doutor.

Genelhu ainda confirmou que o envolvimento da família foi muito importante para o progresso de estabilidade clínica e que todo o cuidado se inicia ainda durante o processo de internação do paciente na alta complexidade, onde recebem a indicação e o pedido de monitoramento dos pacientes para que no momento certo seja transferido para o hospital de transição.

A enfermeira Amanda Gasiglia, responsável pela avaliação de elegibilidade e relacionamento relata sobre como foi esse encontro com a família. “Na visita vieram as filhas e a esposa do paciente. Elas ficaram muito emocionadas, pois não o via desde que ele internou. A expectativa do reencontro foi fator decisivo para família optar pela clínica. Me lembro de dizer que a evolução dependia muito do paciente, que nossa equipe iria se esforçar para fazer o melhor, mas que com certeza o carinho da esposa faria toda a diferença.”

Ao chegar no hospital, o Sr. José foi avaliado por todos os membros da equipe e classificado de acordo com uma avaliação de previsibilidade de alta, desenvolvido internamente pelo Grupo Royal Care que classifica o paciente a partir com sua situação e determina um tempo previsto de internação como meta (objetivo + prazo).

“Dessa forma, se dá o que denominamos Método de Transição de Cuidados do Hospital Royal Care. O paciente José Roberto após avaliação de toda a equipe, recebeu uma classificação que direcionou o período no hospital de 90 dias, mas dependia do próprio paciente ao tratamento proposto. A maior necessidade do mesmo foi em relação à recuperação respiratória devido ao longo período de internação. Por isso ao receber a foto do José Roberto após 60 dias de internação já sem a traqueostomia e sentado na recepção como se estivesse aguardando para visitar um paciente é motivo de comemoração de todo o time que é envolvido no processo do cuidar”, comenta Dayele Assis – Diretora do Grupo.

Pacientes hospitalizados, principalmente em UTI ficam restritos ao leito, o que, dependendo da gravidade da doença poderá lhe trazer comprometimento respiratórios e articulares. É aí que entra o fisioterapeuta, um dos profissionais da saúde que tem trabalhado incansavelmente na linha de frente no combate à pandemia da Covid-19.

De acordo com a fisioterapeuta Priscila Valadares, responsável pelo acompanhamento e evolução do paciente, a fisioterapia teve foco principal na função respiratória e em segundo plano reabilitação motora onde foi possível ganhar todas as funções perdidas (alongamentos, fortalecimentos, deambulação e realização de todas as atividades de vida diária que não estava conseguindo realizar).

“Paciente pós COVID com potencial de reabilitação, mostra uma resposta rápida e satisfatória na fisioterapia. Conseguindo retornar a respiração espontânea sem suporte de oxigênio, recuperando a função cardiovascular, realização das atividades de vida diária, fortalecimento da musculatura em geral. Tenho ficado muito feliz e surpresa ao ver um paciente tão grave conseguir reabilitar em um tempo curto. Como é tudo muito novo, os resultados positivos no meio desse caos são muito gratificantes para todos”, explica a fisioterapeuta.

A filha Josi relatou, por fim, que o pai esteve por dois meses internado sendo cuidado pela equipe da Royal Care, chegou desnutrido, sem andar e mentalmente desorientado, e quando saiu já estava andando e lúcido. Os familiares sempre foram muito bem tratados por toda a equipe, só tendo o que agradecer por todo carinho e dedicação.

Sobre o Hospital Royal Care

O Royal Care é um hospital de transição e longa permanência que presta cuidados extensivos a pacientes em internação para tratamento clínico, com foco no acolhimento e na humanização. Com funcionamento 24 horas, foi cuidadosamente planejado para proporcionar ao paciente crônico o conforto de um lar, garantindo, ao mesmo tempo, toda a estrutura necessária ao seu tratamento, com ênfase na reabilitação motora, respiratória e psicossocial, no suporte nutricional e nos cuidados de enfermagem.

* Os nomes foram alterados para preservar a identidade do paciente e família